CBCTHub Link
Guia: conexão direta (DICOM)
Como fazer o equipamento enviar cada exame ao CBCTHub Link pela rede da clínica, e o que acontece por dentro.
Recepção DICOM em rede
DICOM é o idioma em que os equipamentos de imagem enviam estudos uns aos outros. Quando um cone beam "envia para um destino", ele abre uma conexão de rede com outro programa que fala esse idioma — normalmente um PACS — e passa as imagens uma a uma. O CBCTHub Link se apresenta ao equipamento como esse destino.
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O Link abre uma porta e espera
Ao iniciar, o aplicativo fica escutando na rede local da clínica (por padrão a porta 11112) com um nome próprio, o AE Title «CBCTHUB». Esses três dados — nome, IP do PC e porta — são a única coisa a digitar na tela de destinos DICOM do equipamento. Nada é aberto para a internet.
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O equipamento se apresenta e negociam
Antes de mandar imagens, o equipamento diz que tipos de objeto quer enviar (volume CT, radiografia, relatório de dose…) e em que formato. O Link aceita as três variantes em que os fabricantes codificam um volume 3D e todos os formatos comprimidos e não comprimidos habituais. Sem acordo, alguns equipamentos não falham: degradam a imagem para uma "captura secundária" plana. Por isso a lista de tipos aceitos é longa de propósito. O botão «Verify» ou «Echo» do equipamento testa exatamente este passo.
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Os cortes chegam um a um
Um CBCT são entre 200 e 600 imagens, uma por corte. Cada uma chega como um arquivo independente e o Link a guarda tal como está na pasta de fila, sem decodificar os pixels (assim não importa a compressão do equipamento). Os cortes de um mesmo estudo são agrupados pelo identificador de estudo que cada arquivo traz.
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Espera-se o silêncio
O DICOM não avisa qual é o último corte. O Link dá um estudo por terminado quando passam 3 minutos sem receber nada novo dele. É uma margem ampla porque há equipamentos que abrem uma conexão por imagem (Morita) ou enviam de uma fila com pausas de mais de um minuto (Dexis); cortar antes partiria um exame em dois.
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Empacota e envia
Os cortes são comprimidos em um único pacote, o exame é criado no CBCTHub com o nome do paciente que o equipamento já tinha, o pacote sobe por HTTPS e pede-se ao servidor que o processe. Só quando o servidor confirma a cópia local é apagada. Se a internet cair no meio, o exame continua no disco e tenta de novo sozinho.
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O que o equipamento pede além disso
Alguns equipamentos, depois de enviar, pedem uma "confirmação de armazenamento" (Storage Commitment) ou informam o "passo de procedimento" (MPPS). O Link responde sim aos dois, para que o equipamento não deixe o envio marcado como pendente ou com erro.
- —Se o mesmo estudo for enviado duas vezes — o técnico aperta de novo, o equipamento tenta de novo — o CBCTHub o reconhece pelo identificador e não duplica nem consome cota.
- —Radiografias 2D (panorâmica, cefalométrica, periapical) que cheguem por essa via são criadas como radiografia, não como volume.
- —Tudo o que acontece na porta fica no registro: quem se conectou, o que quis enviar e o que foi recusado. É a primeira coisa a olhar quando o «Verify» falha.
Configuração por marca
Os passos com os nomes de menu de cada fabricante. Se o seu equipamento não estiver, o guia genérico no final vale igual.
Carestream / CS ImagingCS 8100 3D, CS 9600, CS 9300Recepção DICOM
- 1CS Imaging → CS Monitor → DICOM Setting → Remote DICOM Server.
- 2Adicionar um servidor com os três dados que o aplicativo indica.
- 3Ativar o Automatic Transfer para que a transferência não dependa de exportação manual.
A opção «Prefers SC images instead of X-Ray 3D» deve permanecer DESMARCADA. Se ativada, o equipamento transmite o volume como imagem secundária e perdem-se os dados necessários para realizar medições.
Dentsply SironaOrthophos SL/S, Axeos, Galileos (Sidexis)Recepção DICOM, com o módulo correspondente
- 1O envio por rede é fornecido pelo módulo SIDICOM, licenciado à parte do Sidexis.
- 2Na configuração do SIDICOM, bloco Storage, adicionar um destino.
- 3Não é necessário configurar Worklist nem MPPS: o bloco Storage é independente.
O Sidexis dispõe de cinco comandos de envio distintos e nem todos geram o mesmo identificador de estudo. Utilizar sempre o mesmo evita que um estudo chegue dividido em dois.
Dexis / KaVoOP 3D, OP 3D Pro (DTX Studio)Recepção DICOM
- 1DTX Studio Core → configuração DICOM.
- 2Adicionar um AE remoto com os três dados que o aplicativo indica.
- 3Nesse AE, habilitar as modalidades 3D e as panorâmicas.
O DTX transmite a partir de uma fila com um minuto de atraso e tenta novamente até cinco vezes. É esperado que um estudo demore a aparecer e que se registre atividade repetida.
J. MoritaVeraview X800, 3D Accuitomo (i-Dixel)Recepção DICOM
- 1i-Dixel → configuração DICOM.
- 2Adicionar um destino de armazenamento com os três dados que o aplicativo indica.
A Morita abre uma conexão por corte: um estudo de 400 cortes implica 400 conexões consecutivas e pode levar vários minutos. Isso está previsto — o aplicativo aguarda três minutos de inatividade antes de considerar o estudo encerrado.
A outra via: NewTom / Cefla · Outras marcas
NewTom / CeflaVGi evo, Giano HR, GO (NNT)Monitoramento de pasta
- 1A NewTom não publica documentação técnica do seu envio por rede, portanto o método verificado é o monitoramento de pasta.
- 2No NNT, identificar o diretório de armazenamento dos estudos e selecioná-lo.
Se a clínica já opera o envio DICOM com outro sistema, a recepção em rede também pode ser avaliada: o aplicativo aceita a mesma configuração das demais marcas. Sem documentação do fabricante o resultado não é garantido.
Outras marcasVatech, Planmeca, Acteon, Owandy…Monitoramento de pasta, ou recepção DICOM
- 1O monitoramento de pasta é compatível com qualquer equipamento: todos armazenam seus arquivos DICOM em algum diretório local.
- 2Se o equipamento aceitar envio por rede, a recepção DICOM também é aplicável.
Instalação, em três passos
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Download e instalação
Não exige permissões de administrador. Instala-se no perfil do usuário e fica configurado para iniciar com o Windows.
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Vinculação da conta
O aplicativo gera um código de seis caracteres e abre o navegador. Faz-se login no CBCTHub e confirma-se em «Conectar este equipamento». Nenhuma credencial é digitada no PC da clínica.
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Seleção do equipamento
Ao indicar a marca, o aplicativo exibe os passos de configuração correspondentes àquele software. Em seguida ativa-se a sincronização.
Resolução de problemas
A verificação DICOM do equipamento falha
Na maioria dos casos trata-se do firewall do Windows. O aplicativo inclui a ação «Permitir no firewall». Se persistir, confirmar que o PC e o equipamento estão na mesma rede.
Um estudo permanece na fila
A lista indica o motivo: rejeição do servidor, aguardando confirmação, ou percentual de transferência se estiver em andamento. Um CBCT ocupa entre 400 e 800 MB e pode levar vários minutos.
A janela foi fechada e não se sabe se continua ativo
O aplicativo continua em execução. O botão de fechar o oculta na área de notificação. Ao posicionar o cursor sobre o ícone é exibido o horário do último envio. Para encerrar: clique com o botão direito no ícone → Sair.
Limites do aplicativo
Um aplicativo que roda no PC onde estão as imagens dos pacientes precisa declarar com precisão o seu alcance.
- ✓Não move nem exclui arquivos do diretório do equipamento. Apenas lê e copia.
- ✓Não expõe portas para a internet. A porta DICOM escuta apenas na rede local da clínica; o tráfego de saída é exclusivamente HTTPS.
- ✓Não armazena a senha da conta. A vinculação é feita por código e o que fica no PC é uma credencial revogável no CBCTHub a qualquer momento.
- ✓Não transfere nada até a sincronização ser ativada. Selecionar uma pasta não inicia nenhum envio.
- ✓Os itens retirados da fila não são excluídos: são movidos e permanecem disponíveis por um mês.
Suporte
Ao relatar uma ocorrência, convém anexar o arquivo de registro; o aplicativo inclui a ação «Ver o registro» para abri-lo. Esse arquivo costuma ser suficiente para determinar a causa sem acessar o PC.
Falar com o suporte →