Ortodontia5 set
A análise de Ricketts, completa: vinte e duas linhas e o coeficiente VERT
Ricketts organizou a sua análise em seis «problemas» — dentário, esquelético, dento-esquelético, estético, determinante e estrutura interna — e agora a folha segue essa ordem, que é parte do método porque diz em que ordem se lê um caso. Foram acrescentadas oito medidas que não existiam: a profundidade e a altura maxilar, a deflexão craniana, o comprimento craniano, a localização do Pório, a posição do ramo, o arco mandibular e o comprimento do corpo mandibular, mais a altura facial inferior medida como Ricketts a mede, que não é a distância ENA-Me com que se confunde. Para as últimas eram precisos três pontos que agora se marcam — Xi, o centro do ramo; Dc, o colo do côndilo; e Pm, sobre a sínfise — e dois que não se marcam porque se constroem sozinhos: o centro craniano e o centro facial. Com o arco mandibular disponível aparece o VERT, o coeficiente de crescimento de Ricketts: uma só cifra, impressa junto ao título do caso, que diz se a face cresce para a frente — braquifacial, mordida profunda — ou para baixo — dolicofacial, tendência a mordida aberta. Sai da média de cinco medidas e só se imprime se estiverem as cinco: com quatro não dá um número, diz qual falta.
Ortodontia5 set
O traçado sozinho, sem a radiografia por baixo
O laudo cefalométrico termina agora com uma lâmina: as linhas do paciente sobre branco, sem a placa por baixo. Vão os contornos do osso, o perfil mole, os planos de referência, cada ponto com a sua abreviatura, e uma dúzia de valores escritos onde se medem — o eixo facial no centro craniano, o plano mandibular onde cruza Frankfort, o interincisivo entre os dois incisivos. É a folha que se mostra e se arquiva, e serve para três coisas para que a radiografia com o traçado por cima não serve: fotocopia-se sem virar uma mancha cinzenta, sobrepõe-se ao traçado da primeira consulta para ver quanto o paciente cresceu, e pode mostrar-se a alguém sem lhe mostrar uma radiografia. Os números são uma seleção e não a tabela inteira: vinte e dois repartidos sobre uma face pisam-se entre si e tapam justamente o que se veio olhar. E nenhum se inventa: a medida que não se pôde calcular não se escreve. Se o traçado tiver menos de oito pontos a lâmina não sai, porque uma figura que não se parece com uma face, assinada como «o traçado do paciente», é pior do que não a oferecer.
Laudo5 set
O laudo cresce para as folhas que forem precisas
A folha do laudo cefalométrico era de uma página, e o que não cabia não se imprimia: com a análise de Ricketts completa, as últimas medidas desenhavam-se por cima do aviso legal e a lista de fontes — de onde sai cada norma — cortava-se a meio sem avisar. Uma folha que afirma vinte e dois números e cita onze fontes é pior do que uma que não cita nenhuma, porque parece completa. Agora o laudo ocupa as folhas de que precisar: a tabela corta entre linhas, cada folha nova repete os nomes das colunas e um cabeçalho com o paciente e a análise para que uma página solta se possa identificar, o aviso legal vai em todas, e cada uma leva o seu número. As análises curtas continuam a sair numa só folha. Vale tanto para o PDF que se descarrega como para a imagem que entra no laudo.
Ortodontia5 set
O perfil mole desenha-se sozinho, e sai da radiografia
O perfil mole desenha-se sozinho, e sai da radiografia. Antes montava-se unindo os dez pontos do perfil marcados à mão — glabela, násio mole, ponta do nariz, columela, subnasal, lábios, estômio, sulco mentolabial e pogônio mole — pelo que na prática quase nunca se via: o traçado automático põe quatro desses dez, e como um ponto em falta corta a curva em vez de a fazer ponte, o que restava era um traço de cinco milímetros entre o subnasal e o lábio superior. Agora a aplicação procura a borda da pele contra o ar, que é a de maior contraste de toda a placa, e desenha o perfil inteiro: testa, dorso e ponta do nariz, lábios, mento e pescoço. Vai contínuo e não tracejado, porque não é uma interpolação entre pontos: é a borda, pixel a pixel. Calcula-se no seu próprio navegador, num décimo de segundo, e a radiografia não sai para lado nenhum. Desenha, não mede: a linha E e o ângulo nasolabial continuam a sair dos pontos que você marca, porque uma medida tem de poder ser apontada. Se a placa estiver cortada à frente do nariz, ou o perfil não se distinguir, não desenha nada em vez de inventar uma curva, e o botão «Perfil auto» desliga-o.