Voltar ao blog
CBCTImplantodontiaPlanejamento

Planejamento de implantes com CBCT: passo a passo

Cristian Rosas Méndez

Por

O planejamento digital de implantes com CBCT virou padrão de atendimento em implantodontia moderna. A possibilidade de avaliar volume ósseo real, simular o implante virtualmente e gerar guias cirúrgicos transformou a previsibilidade dos casos.

1. Aquisição do CBCT

O exame deve ser feito com FOV adequado à região (8x8 cm para regiões parciais, 16x10 cm para arcadas completas) e voxel de 0,2 a 0,3 mm. Voxel menor não acrescenta valor diagnóstico para implante e aumenta a dose.

Posicione o paciente com plano oclusal paralelo ao chão e oriente que não se mova durante a aquisição. Próteses metálicas devem ser removidas se possível para evitar artefatos.

2. Avaliação anatômica

Identifique e marque estruturas críticas:

  • Mandíbula posterior: canal mandibular, forame mentual, fossa submandibular.
  • Maxilar posterior: seio maxilar, ostio sinusal, septos.
  • Maxilar anterior: forame nasopalatino, fossa nasal.
  • Mandíbula anterior: alça anterior do nervo, espinhas mentais.

3. Mensuração óssea

Em cortes oblíquos perpendiculares à crista óssea, meça:

  • Altura óssea disponível (até estrutura crítica como canal ou seio).
  • Espessura vestíbulo-lingual em três níveis (crestal, médio, apical).
  • Densidade óssea estimada (qualidade tipo I a IV).

4. Planejamento virtual

Em software especializado, posicione o implante virtualmente respeitando:

  • Distância de 2 mm de qualquer estrutura nobre.
  • Distância de 1,5 mm entre implantes.
  • Eixo protético adequado (prótese conduz o planejamento, não o oposto).
  • Plataforma a 2-3 mm aquém da JCE adjacente.

5. Decisão sobre enxerto

Se a altura ou espessura forem insuficientes, decida no planejamento se haverá:

  • Levantamento de seio (transcrestal ou lateral).
  • ROG vestibular ou crestal.
  • Enxerto em bloco.
  • Implantes curtos ou estreitos como alternativa.

6. Guia cirúrgico

Com o planejamento aprovado, exporte o STL do guia para impressão 3D. O guia deve ter apoio dental, mucosa ou misto, dependendo da indicação. Cirurgia guiada reduz erro angular e linear, especialmente em casos com pouco osso.

Conclusão

O CBCT não substitui o conhecimento cirúrgico, mas amplia a previsibilidade. Casos que antes exigiam exposição cirúrgica ampla para "ver o osso" hoje são planejados com precisão milimétrica antes do paciente sentar na cadeira.

Experimente o CBCTHub grátis

Envie, visualize e compartilhe exames DICOM na nuvem. Sem instalar nada.

Criar conta grátis