Casos de uso de um PACS odontológico: implantes, endo, orto e ATM

Quando se fala em PACS odontológico, muitos profissionais pensam em "um HD grande para guardar tomografias". A realidade é muito mais rica. Um bom PACS odontológico potencializa o fluxo de trabalho de praticamente todas as especialidades. Percorremos as mais relevantes com exemplos concretos.
1. Implantodontia
A implantodontia é provavelmente a especialidade que mais se beneficia de um PACS odontológico. O fluxo típico:
- O paciente chega para avaliação implantológica.
- Solicita-se um CBCT específico da área a tratar (setor posterior mandibular, setor anterior maxilar, etc.).
- O CBCT é enviado ao PACS, onde o implantodontista o abre no visualizador 3D.
- São medidas distâncias-chave: altura óssea disponível, distância ao nervo alveolar inferior, espessura da cortical vestibular, distância ao seio maxilar.
- Se usar cirurgia guiada, o DICOM é exportado e combinado com um escaneamento intraoral STL para desenhar o guia cirúrgico.
- Entrega-se o exame ao paciente com o plano de tratamento e ao laboratório se aplicável.
Um PACS odontológico moderno permite fazer as medições diretamente no navegador, compartilhar o caso com o laboratório de prótese por link, e guardar o laudo radiológico junto ao estudo.
2. Endodontia
O CBCT é cada vez mais usado em endodontia complexa:
- Identificação de canais acessórios (especialmente mesiovestibular 2 em molares superiores).
- Diagnóstico de reabsorções internas e externas.
- Detecção de fraturas radiculares verticais.
- Avaliação de lesões periapicais invisíveis em 2D.
- Retratamentos de canais previamente falhados.
O endodontista precisa poder ajustar as janelas de visualização para distinguir osso, dentina e materiais radiopacos. Um PACS com visualizador 3D potente e presets W/L específicos para endo acelera muito o diagnóstico.
3. Ortodontia
Na ortodontia, o CBCT é usado principalmente para:
- Localização de dentes impactados (especialmente caninos).
- Avaliação de vias aéreas e SAHOS pediátrico/adulto.
- Análise cefalométrica 3D.
- Planejamento de mini-implantes ortodônticos.
- Avaliação prévia a expansão maxilar (MARPE/SARPE).
O ortodontista geralmente trabalha com vários estudos do mesmo paciente ao longo do tratamento (inicial, controle, final). Um PACS organizado por paciente permite comparar evolução sem ficar procurando CDs antigos.
4. Cirurgia oral e maxilofacial
Para o cirurgião oral, o PACS é indispensável:
- Planejamento de extrações de terceiros molares inclueres (relação com nervo alveolar inferior).
- Avaliação de cistos, tumores e patologia odontogênica.
- Planejamento de cirurgia ortognática.
- Cirurgia reconstrutiva: avaliação de enxertos ósseos.
- Trauma facial: visualização 3D de fraturas complexas.
O cirurgião oral também costuma precisar compartilhar o caso com anestesistas, outros especialistas e a equipe cirúrgica. Um PACS com links compartilháveis facilita a coordenação multidisciplinar.
5. ATM (articulação temporomandibular)
A avaliação de patologia articular requer protocolos específicos de CBCT e, idealmente, comparar imagens direita e esquerda simultaneamente:
- Avaliação morfológica do côndilo (degeneração, achatamento, osteófitos).
- Detecção de fraturas condilares.
- Anquilose.
- Assimetrias condilares.
Um PACS odontológico com vista comparativa lado a lado de ATM direita e esquerda agiliza muito esse tipo de estudo.
6. Odontopediatria
Em crianças usa-se CBCT com cautela (ALARA: As Low As Reasonably Achievable), principalmente para:
- Caninos retidos ou ectópicos.
- Supranumerários.
- Patologia odontogênica do desenvolvimento.
- Trauma dentoalveolar.
A dose baixa dos CBCT modernos os torna toleráveis em pediatria, e um PACS permite guardar a história diagnóstica da criança ao longo dos anos.
O fator comum: entrega e colaboração
Todas estas especialidades compartilham duas necessidades-chave: guardar bem os exames e compartilhá-los facilmente. Um dentista solicitante que tem que esperar 3 dias por um CD perde tempo. Um cirurgião que não pode mostrar ao paciente a tomografia na consulta perde uma oportunidade de comunicação. Um endodontista que não pode comparar com um estudo anterior perde precisão diagnóstica.
O CBCTHub foi desenhado para isto
O CBCTHub está construído pensando nesses casos de uso reais:
- Visualizador 3D com presets W/L para endo, implantes, osso, tecido mole.
- Ferramentas de medição em milímetros para implantodontia.
- Vista comparativa lado a lado (ATM, ortodontia evolutiva).
- Traçado do nervo alveolar inferior (IAN).
- Seletor de modelo de implante com catálogo integrado.
- Editor de laudo radiológico com modelos por especialidade.
- Compartilhar por link com dentista solicitante e paciente.
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