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CBCTCirurgiaTerceiros molares

CBCT em cirurgia de terceiros molares

CBCTHub·24 de abril de 2026

A extração de terceiros molares inferiores é um dos procedimentos cirúrgicos mais frequentes em odontologia. A complicação mais temida é a lesão do nervo alveolar inferior, que pode causar parestesia transitória ou permanente do lábio e queixo.

Por que panorâmica não basta

A panorâmica permite visualizar o siso e o canal mandibular, mas em projeção 2D. Estruturas que aparecem "tocando" o canal na panorâmica podem estar a milímetros vestibular ou lingualmente — informação invisível em radiografia plana.

Sinais de risco na panorâmica

Trabalhos clássicos descrevem 7 sinais radiográficos panorâmicos que sugerem proximidade real entre siso e canal:

  • Escurecimento da raiz na sobreposição com o canal.
  • Desvio do canal mandibular.
  • Estreitamento do canal.
  • Banda escura na raiz.
  • Bifidação aparente da raiz.
  • Estreitamento da raiz.
  • Curvatura abrupta da raiz.

Quando um ou mais desses sinais estão presentes, há indicação de complementar com CBCT.

O que o CBCT mostra

  • Posição vestíbulo-lingual exata do canal em relação à raiz.
  • Contato real ou sobreposição apenas radiográfica.
  • Relação tridimensional entre raízes e estruturas adjacentes.
  • Presença de osso entre raiz e canal (parede óssea íntegra ou perfurada).

Classificações tridimensionais

Em corte coronal, a relação canal-raiz é classificada em:

  • Lingual: canal por lingual da raiz (mais comum em sisos verticais).
  • Vestibular: canal por vestibular da raiz.
  • Apical: canal abaixo do ápice radicular.
  • Interradicular: canal entre raízes (mais raro, mais arriscado).

Coronectomia: alternativa em casos de risco

Quando o CBCT mostra risco alto de lesão neural, a coronectomia (remoção apenas da coroa, deixando as raízes) tornou-se opção viável. Estudos mostram baixa taxa de complicações tardias e ausência de lesão neural quando bem indicada.

Quando indicar CBCT pré-cirurgia de siso

  • Sinais panorâmicos de risco presentes.
  • Sisos profundamente impactados.
  • Pacientes com história de complicações neurológicas prévias.
  • Casos onde se considera coronectomia.
  • Sisos com raízes fundidas ou anatomia atípica.

FOV adequado

FOV pequeno (5x5 ou 6x6 cm) é suficiente para a maioria dos casos unilaterais. Se ambos os sisos inferiores apresentam risco, FOV médio (8x8 cm) cobre os dois lados em uma única tomada.

Conclusão

O CBCT em cirurgia de terceiros molares não substitui exame clínico nem panorâmica, mas adiciona informação crucial nos casos de risco. Investir 5 minutos lendo o exame antes da cirurgia pode evitar uma parestesia que acompanharia o paciente para sempre.

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